24 março 2010

Tudo o que eu queria

Tudo o que eu queria, nesse momento, era ser rocha: uma base firme pra você se apoiar.

Mas mesmo sólida, eu queria, também, ser ar: de tão leve, eu traria a suavidade que você precisa.

Apesar de suave, eu queria também ser água em ebulição e te dar ânimo, força e coragem pra enfrentar a vida.

Tudo o que eu queria era ser um bichinho de estimação: pra que você deixasse eu chegar bem perto.

Eu queria demais ser travesseiro pra te aconchegar me aconchegando, acolher seus sonhos e velar seu sono.

Mas pra fazer tanto e conseguir ser tantas, eu precisaria ser um radar pra captar seus sinais tão contidos.

E como não sou radar… tudo o que eu queria, mesmo, era que você visse em mim um espelho e se mostrasse… se desnudasse.

Assim, quem sabe, tudo ficaria mais claro, mais simples… translúcido… e me acalmaria com uma boa dose de realidade.

E eu, enxergando, poderia me entregar e te apoiar como sei que eu saberia fazer se você deixasse…

Mas como não deixa… tudo o que eu queria, para mim, era um colo quente, firme e previsível… pra acalmar meu coração em meio a tanta incerteza.

*Texto de Tissiana Berenguer Cavalcante
www.Balzaquianos.com

Um comentário:

Viviane Costa disse...

Eu só queria que o mundo deixasse de me azucrinar. Ai, vou quebrar aquele banco amanhã, rs!